quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
WOODPECKER + FLESH RAINBOW










Já postei algumas fotos dele aqui. Jeff Bark é um fotógrafo que me desconcerta. Na contramão do empirismo - que adoro e pratico - e da captura instantânea, ele faz transbordar uma beleza meticulosamente "pintada" em suas fotos. Parece tão lindamente banal, e ao mesmo tempo, tão cheio de significados. Faz a gente agradecer de joelhos pelo sentido da visão. O belo desarma.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
WOJCIECH KILAR
Sem dúvida uma das melhores trilhas sonoras do bairro! Drácula de Bram Stoker. Composta pelo polonês WOJCIECH KILAR. Incrivelmente linda, forte, pungente, amedrontadora e ufa...escute a primeira faixa. O disco inteiro é uma obra à parte do filme. Nem lembro se chegou a ganhar um Oscar mas merecia. Duplo. Amo isso.
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STANDING ON THE BEACH
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Peter Liversidge
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
DOES ARTISTIC PRODUCTION END WITH DEATH?
Entrevista feita com o Andy Warhol via medium via internet. Um webchat do além! E o Oliver...o Oliver!!!!! Põe seu dedinho aqui ó.
PLANETA DIÁRIO
Ver coisas bonitas • ler mais • organizar todos os papéis • fazer tudo no presente • dizer coisas bonitas • 2 cigarros por dia • academia • sair pra ver o sol • escrever uma página por dia • passear com o Pepe • passear comigo • idealizar menos • encarar mais • dizer o quanto gosto para quem eu gosto • esquecer o passado • viver o presente • acabar com todas as expectativas • sorrir sem receio do barulho • comer de boca aberta quando tiver vontade • ir ao clube • ouvir • ficar em silêncio tranquilamente • respirar mais • exercer a flexibilidade em todas as áreas • relativizar • agir • pensar • me olhar sem desconfiança e sem medo • focar • relaxar • beber mais água • dormir no meio da cama.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
VAI
"...o que vês,
escreve-o num livro,
envia-os às 7 igrejas..." apoc 1,11
escreve-o num livro,
envia-os às 7 igrejas..." apoc 1,11
Estou com uma luz piscante há tempos ali, nalgum lugar entre as orelhas, me empurrando para páginas em branco, desejosas do bailado macio de canetas em sapatilhas de ponta. Se faltar assunto, serve também olhar o calhamaço de folhas, guardanapos e pedaços de papéis anônimos que guardam textículos, fragmentos de idéias, idéias, frases e um ou outro pensamento escorregadio que ali caiu. Às vezes é quase impossível não anotar um pensamento. Quando estou muito enlouquecido, eles escapam dos meus ouvidos como nuvens de vapor; não tenho como vedá-los, e mesmo se quisesse, eles escapariam pelos meus dedos, quentes, gasosos e rarefeitos.
Mas esses não são mesmo os melhores. São quase impossíveis de registrar e duram quase nada na folha. Gosto dos que escorrem pelos ouvidos e dos que caem como maçãs maduras. Os que escorrem, encontro pela manhã, espalhados pelo travesseiro como decalques. Palavras, um punhado delas. Os sólidos, descem pelo pescoço, escorregam pelo ombro, contornam o cotovelo, guiam o punho, se apropriam da minha mão e me fazem escrevê-los todos. Até acabar. Até que o silêncio das juntas e cartilagens digam fim.
Tomo ar para começar.
Vou escrever um livro.
Mas esses não são mesmo os melhores. São quase impossíveis de registrar e duram quase nada na folha. Gosto dos que escorrem pelos ouvidos e dos que caem como maçãs maduras. Os que escorrem, encontro pela manhã, espalhados pelo travesseiro como decalques. Palavras, um punhado delas. Os sólidos, descem pelo pescoço, escorregam pelo ombro, contornam o cotovelo, guiam o punho, se apropriam da minha mão e me fazem escrevê-los todos. Até acabar. Até que o silêncio das juntas e cartilagens digam fim.
Tomo ar para começar.
Vou escrever um livro.
É NÓIS
Kristof Kintera
ENCONTRO
De quem vai e não diz se ou quando volta
De quem já deveria ter ido
De quem vem, com brilho no olhar
De quem é só partida e solidão
Dos que se cansaram de nomes
Daquele que, ainda distante, está e é
De quem não tem chão, nem estrelas, nem bolhas de sabão
Da coragem com a oportunidade
Das tantas noites insones
Dos diários imaginários
Dos dedos dos pés em covinhas e encostas macias
De toda sorte
Da firmeza de um sim
Da superstição com a fé
Da sua mão com a minha
Da orelha com a pele da nuca
De toda a gente que se gosta
Dos graus de separação
De São Paulo e Estocolmo
Do signo com o sol no meio do céu
Do paladar com a língua úmida
De quem é só parte
De novo.
De quem já deveria ter ido
De quem vem, com brilho no olhar
De quem é só partida e solidão
Dos que se cansaram de nomes
Daquele que, ainda distante, está e é
De quem não tem chão, nem estrelas, nem bolhas de sabão
Da coragem com a oportunidade
Das tantas noites insones
Dos diários imaginários
Dos dedos dos pés em covinhas e encostas macias
De toda sorte
Da firmeza de um sim
Da superstição com a fé
Da sua mão com a minha
Da orelha com a pele da nuca
De toda a gente que se gosta
Dos graus de separação
De São Paulo e Estocolmo
Do signo com o sol no meio do céu
Do paladar com a língua úmida
De quem é só parte
De novo.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
2009
QUASE COISA
Durma-se com um barulho desses. Na cabeça uma ladainha de 12 meses que não cansa. O zumbindo intermitente dos ouvidos soa como bálsamo quando, distraída, a cacofonia de vozes, lamentos, lembranças melódicas e sussurros traiçoeiros descança temporariamente no fundo movediço do meu córtex dormente. Queria ser outro, queria ser parecido comigo novamente.
Queria que saísse de mim toda essa pele que não me serve mais. Unhas, escamas, dentes e penas também. Esse ano impregnado como lodo, essa quase fé, quase esperança enevoada, indo e voltando sem nunca se mostrar completamente. E o gosto de nicotina rejeitada emplastrado nas papilas degustativas cansadas de dizer quero, não quero.
Nunca dormi tão bem. Talvez por querer dormir sem parar. Apagar os dias e vivenciar o vão entre dormir e estar acordado me sentindo inteiro, apto, disposto e confiante. Esse ano saindo como um escarro que não me deixa respirar. Essa quase coisa que me prende e me deprime e me enoja e me choca e me assusta. Daí fazer o amor (?) parecer com algo indecifrável e ameaçador. Talvez não tenha aprendido nada. Talvez seja só isso mesmo. Ou mais: tentar achar sentido numa coisa que simplesmente não faz nenhum.
Cachorro atrás do rabo, insetos em volta da lâmpada.
Não, obrigado.
Queria que saísse de mim toda essa pele que não me serve mais. Unhas, escamas, dentes e penas também. Esse ano impregnado como lodo, essa quase fé, quase esperança enevoada, indo e voltando sem nunca se mostrar completamente. E o gosto de nicotina rejeitada emplastrado nas papilas degustativas cansadas de dizer quero, não quero.
Nunca dormi tão bem. Talvez por querer dormir sem parar. Apagar os dias e vivenciar o vão entre dormir e estar acordado me sentindo inteiro, apto, disposto e confiante. Esse ano saindo como um escarro que não me deixa respirar. Essa quase coisa que me prende e me deprime e me enoja e me choca e me assusta. Daí fazer o amor (?) parecer com algo indecifrável e ameaçador. Talvez não tenha aprendido nada. Talvez seja só isso mesmo. Ou mais: tentar achar sentido numa coisa que simplesmente não faz nenhum.
Cachorro atrás do rabo, insetos em volta da lâmpada.
Não, obrigado.
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moi memme
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