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quinta-feira, 17 de julho de 2008

QUADRÚPEDE OU SÓ OS CÃES SÃO FELIZES


Ser feliz é um cachorro comemorando a sua chegada por pior que tenha sido - pra ele - o momento da sua saída. Ser feliz é ser cão e acreditar que o dono cruel de manhazinha, vai voltar pra casa carinhoso e devotado à noite. Porque aquele dono que saiu batendo portas e o trancando no quintal é só um rascunho feio do verdadeiro dono, que o leva pra passear e o coloca nos braços como uma criança. Porque quando esse dono está bravo, ele acha que é o cão que deve ser contido e trancado no quintal. Ainda bem que esse desenho feio do dono aparece de vez em quando, não muito.

O cão é que é feliz quando, exultante, celebra com o mais emocionado e sincero abanar de rabo a chegada do dono em casa. E quando está tudo bem, mesmo que ele tenha se portado mal, revirado o lixo ou comido mais um pé de Havaianas. O tempo pra ele é o da volta, não o instante da briga. A felicidade é quadrúpede porque para os cães - felizmente - não foi dada a cruz do JULGAMENTO. Eles amam e pronto. IN-CON-DI-CIO-NAL-MEN-TE. Meu cão tem me ensinado tanto sobre generosidade, tanto sobre amar. Ele nunca deiste de subir na cama por mais 'nãos' que receba e obedeça cabisbaixo. Mas hoje ele vai dormir comigo e deitar nas novas fronhas que ganhei de um outro amor.

domingo, 16 de março de 2008

JUGULAR


Diz que temos em média 60 mil pensamento por dia, ufa. Isso é mais do que Bollywood! Cinema na cabeça e nenhuma câmera na mão. Uma caneta, às vezes. É muito prazeroso e criativamente empolgante, fazer parte de uma história bem sucedida de cinema. Já postei aqui sobre o primeiro longa que fiz e, essa, foi uma experiência abençoada, pois eu estava muito a fim de fazer e toparia fazer de graça sem pestanejar. Esse tipo de "investimento" não é, no meu caso, uma postura oportunista mas uma disposição sincera de construir histórias junto.

Depois soube pelos bastidores de diversas "conversas" sobre a minha participação no projeto. Gente que fez questão que eu ficasse e gente que não apostou nada. Ainda bem que só soube disso depois do filme pronto e do meu trabalho ter calado a boca de quem achava que a minha participação era dispensável. Adoro não ter tido que entrar nesse tipo de discussão durante o processo, pois sei que ficaria muito brochado.

Anos mais tarde ouço de um produtor na correria de salvar o próprio rabo que um tal novo projeto era a minha cara e que ele estava em falta comigo, blá, blá, blá...Gente, é preciso entender uma coisa: produtores nunca acham verdadeiramente que estão em falta com você. Já o contrário é recorrente. Se você um dia topou fazer um trabalho pela metade do seu cachê - pq o cara é seu brother, vc acredita no projeto, etc - esqueça que algum dia esse tipo de produtor vai te chamar pra algum trabalho por mais que esse valor. Então, o que eu acho e pratico é: se eu quero fazer um projeto que me acrescente pessoalmente, eu faço feliz, se não, não dá pra negociar. Na verdade acho que o ideal seria sempre fazer projetos que a gente ama e ganhar o que cobramos por isso.

Tenho uma preguiça enorme de ver alguns amigos fazendo uma puta média com gente que realmente caga pra eles profissionalmente. Ultimamente o cinema virou isso. Um grande comercial de eletro-eletrõnicos. Um backstage de publicidade ruim. O profissional de cinema virou um atleta numa corrida de obstáculos. O ego dos produtores, dos diretores, dos fotógrafos. E é toda uma relação parasitória que me dá enjôo. Gente, vamos fazer cinema de amor? Vamos ser feliz?

Vai câmera!

Ação!

quarta-feira, 12 de março de 2008

DÁDIVA


Ter amigos é tudo, não? Ritoca, em sua homenagem essa imagem linda, minha boneca. Love.