terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

VINHETA


Já tinha esquecido de como é amplo o horizonte aqui em Brasília. Vemos tudo em 360º. O céu é tão bonito, pena que nestes dias nublados, pouco se veja do por do sol. Da janela da minha gaiola, vejo o mastro da Bandeira, o Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios. Um silêncio só perturbado pelos piados, assovios, grasnados dos pássaros libertos, abundantes do lado de fora.

E esse horizonte perturbador me encarando. Aqui no meio do país, nesse semi-árido, nesse planalto, olhar o horizonte é como estar no meio do mar. A única certeza é de onde estão os nossos pés; o resto é silêncio. No pouco tempo que me sobra sozinho, fora da confusão de rádios, celulares e telefones, prefiro ficar mudo, sem a companhia de som de nenhuma forma.

"A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.", li uma vez num livro de bolso.

Guardei.

Até hoje.

Ponto.

sábado, 17 de janeiro de 2009

ANTES DISSO TUDO ACONTECER EU ERA O SUPER-HOMEM


Antes de ser quem eu era hoje, pensei que talvez todas as dúvidas do mundo pudessem se encerrar num punhado de areia seca escorrendo pelos meus dedos. Mas não. Elas surgem e proliferam como um vapor denso, como nuvens; nunca sabemos ao certo de onde elas veem. Agora, sentado no trono intangível e enevoado de uma ausência, vejo - ou tento ver em meio ao nevoeiro - que minha força, meus super-poderes se foram. Eu era algo mais que um capítulo de uma história de amor. História de amor é um pretexto pra outras histórias. O meio, nunca o fim.

Depois de uma crise, a experiência aparece como uma faixa de Miss Simpatia que ninguém almeja; surge como um prêmio de consolação tardio depois de um esforço hercúleo para se ter, entender, compartilhar e manter uma relação. Em meio aos personagens interpretados e desejosos de audiência, história de amor é um livro, uma música.

Aliso a testa franzida e tensa com as costas da mão e pisco em câmera lenta. Adormece algo em mim. Meus olhos tateiam o ar concreto sem distinguir nada à frente. Minha visão. Minhas mãos. Meu dicernimento.

Delete.

História de amor é epílogo moto-perpétuo, ó Super-Homem.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MIS OJOS SE CERRARON



Tô ouvindo um Gardel revoltado e pensando, pensando, pensando. Esta tarde cisma em não começar e fica esse forno purgatório de qualquer delicadeza de pensamento. Derretendo boas intenções, decisões e vinganças frias. Nada. Só a testa latenjando num bate-estaca de uma nota só..."quero, não quero, vou, não vou..." E insiste, insiste, insiste em monopolizar estas pobres ligações neurais. "...por una cabeza..." Gardel, amigo, ajuda-me. Esta tarde é só o que há entre mim e o vazio...Caminito...

Repousa em intocável paz a memória que tinha do que era solitude.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

TROPICANA

Há uns dois meses prometo me levar de chinelos barulhentos pelas ruas do meu bairro até o Estádio do Pacaembú pra uma tarde de gostoso marasmo ao sol inconstante da primavera. Ontem foi o dia. Juntei minhas coisas numa sacola de pano xadrez, coloquei um ou dois livros, caderno de desenho, contas, procurações - tinha uns assuntos pra resolver antes de ir au solei - pensei do que mais eu poderia me livrar para conseguir passar umas duas horinhas lagarteando no Pacaembú. Resolvidas todas as coisas chatas de gente grande que não vai ao clube, tive que passar em casa pra me livrar do peso extra que tinha acumulado no início da manhã com uma visita rápida ao shopping. Só em casa, ao tirar os tênis para, enfim, vestir um par de chinelos ociosos, percebi que mal respirava, que minha cabeça dóia e que uma dorzinha de cabeça poria meu sonho de piscinão de volta na lista de espera.

Definitivamente resfriado e sol tropical não combinam nem um pouco. Sensação esquisita no corpo e uma urgência de cama surreal. Ainda mais pra mim, que nunca durmo durante o dia.

Hoje já sinto uma melhora. Por isso aqui na loja só vou ouvir The Housemartins. Bem calminho pra o Naldecon ficar meu amigo e ajudar a acabar com esse vírus invejoso de piscina.

Atchin!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ABERTO NO FERIADO!!!


Teu é o Mundo abre no feriado, viu? Então se você não foi ainda e vai ficar de bobeira na cidade, passa lá pra tomar uma água e conhecer meu pequeno gabinete de curiosidades, quadros e tranqueiras luxuosas. Vou abrir das 12h00 às 17h00 que é pra ficar bom pra todo mundo, inclusive pra mim, que vou mexer nas panelas à noite. Espero todo mundo lá. Avante!!!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

RELOADING




Enfim consegui parar uns poucos minutos para escrever aqui um pouco de tudo que tem acontecido nno universo paralelo. Abriu, nasceu, foi pra rua, estreou a minha loja de objetos TEU É O MUNDO. Para os desavisados de última hora a linguada é essa. A Teu é o Mundo, é uma lojinha pequena e charmosa, onde ponho nos cobres coisas de várias épocas e procedências. Tem um pouco do meu acervo, minhas tranqueiras que sempre guardei como um cão pastor. Agora resolvi partilhar pra multiplicar. Tá tudo à venda e disponível. Precinhos de mãe pra filho caçula. Aguardo a visita dos amigos que ainda não apreceram. Meu caderninho fica aqui do meu lado, viu? Vou só anotando os nomes de quem não veio, rs.

Mês passado, em meio ao furacão de reforma, garimpo, montagem e produção de coisas para a loja, rolou um shootinng pro site da SPFW lá em casa. Tá no site do SPFW tem um tempinho mas só vi ontem. Passa lá e veja mais fotos. www.spfw.com.br Está em FWShooting e o nome do ensaio é Sunday Morning Wake up slowly...


Também escrevi novo texto para a próxima Junior. Pra quem não gosta de ficar só na figura humana...


O que mais? Bom, tô aqui na loja todos os dias esperando sua visita. Que venga el toro, olé!