sábado, 10 de outubro de 2009

POW! WOW!

"U can find me in da club...

LIL' KID


Fico pensando em alguma música que pudesse postar aqui a sua letra e me abster do compromisso de escrever aqui algo inteligente, perspicaz ou engraçadinho. Não pensei em música melhor que não escrever nenhuma letra de música. Nos últimos meses enfrentei uma persistente turbulência em todos os aspectos da minha vida. Já nem sabia direito como me chocar com tantos obstáculos à frente. Cúmulos nimbos multiplicando-se como o vapor da chaleira que tantos litros de chá ferveu pra mim.

Hoje o horizonte está me parecendo mais limpo. Já posso ver um bocado de céu e vou em frente. A apatia se encolhe perto de uma vontade cada vez maior. Já não fico mais sob endredons pesados, amortecendo o mundo lá fora, quero voar. Trocadas as penas, bata asas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

INTIMIDADE

Miranda July

MALLEUS MALEFICARUM

Fiz tudo num dia só: li algumas entrevistas do Lars Von Trier, tentei saber do que se tratava o filme e ao fim do dia, fui, hesitante, experimentar o Anticristo. Digo experimentar porque foi que senti ao me levantar da poltrona em direção às luzes lá fora. A sala de cinema ficou por um par de horas mais escura do que costuma ser e o silêncio dentro dela também surpreendeu. Por um pouco mais de uma centena de minutos o ar ficou mais denso, quase concreto.

Eu me surpreendi muito. Já nos primeiros minutos. Händell, preto e branco, sexo e um sexo balançando na nossa cara; pensei que o Sr. Von Trier não tem nenhum medo de correr riscos. A grandiloquencia desse prólogo exageradamente belo poderia facilmente ofuscar o que viria depois, pensei roendo unhas. Mas ele suprpreende, com uma câmera leeenta estetizada, forçando a gente a acreditar que ele realmente tá se levando a sério. Alguém disse numa das críticas que esse prólogo era uma chatice publicitária e eu acho que este desatento não sacou a fina ironia do Von Trier.

FEMALE TROUBLE

E desde o início também gostei da sensação boa de estar vendo um teatro. Os planos, os enquadramentos, o ritmo, o uso de elementos de outras linguagens e a própria narrativa é tudo teatro. A todo momento vinha alguma coisa a me lembrar de Artaud, Beckett, Strindberg, Jean Cocteau... Um monólogo em que o diretor é também ator ou está em cena. Senti um pouco disso no personagem do Willen Dafoe; tomando as rédeas dos sentimentos dela, guiando, orientando, dando prazos. E ela, se submetendo a uma relação hierárquica, dependente de aprovação a todo tempo.

Ao contrário de tudo que li antes sobre o filme, acho que é um filme de amor. Da natureza do amor como algo desconhecido e ameaçador. Um abismo. Negando o conhecimento pela experiência, a personagem entra no delírio de uma mênade enlouquecida, inflingindo-se toda espécie de castigos típicos de seus carrascos. Vingando-se dos seus algozes em si mesma, indo contra a natureza; sua natureza de mãe, de esposa e principalmente de mulher. E contar essa história da forma como ela é contada é um grandissíssimo mérito. Depois de uma breve bode do Sr. Von Trier, eu, satisfeito, volto a tê-lo como um dos meus prediletos.



THE FANTASTIC TAVERN

Durante a independência da Georgia de 11918-1921, Tbilisi, a capital, tornou-se a “Paris” do Leste, onde uma inspirada comunidade artística não só desenvolveu novas práticas artísticas como colaborativamente produziu incríveis obras de arte. Eu amo essa instalação cenográfica. Me lembra muito a Merzbau do Kurt Schwitters. Tá na minha listinha de referências de cenografia.

BLOODY FEELINGS

domingo, 28 de junho de 2009

BALKANS!

Minha nova obsessão: Música cigana dos Balcãs. Não paro de ouvir desde a semana passada, quando fui apresentado pro Shantel e seu Bucovina Club. Enjoy!







quinta-feira, 11 de junho de 2009

READING LESSON



ÂNIMO!


NO
MATTER

HOW BIG OR SOFT
OR
WARM

YOUR BED IS,
YOU STILL HAVE
TO GET OUT
OF IT.

MEU ROUXINOL



Tinha postado aqui o vídeo de Birdhouse do Thiago Pethit e não escondi minha grata surpresa e admiração pelo amigo cantante. Ele agora está com esse vídeo novo que é lindo de morrer. Amo muito!




Um clássico de Carlos Gardel que ele escondeu mas eu achei.